Luz azul sem mitos

Eu tornava o texto mais natural, menos académico e mais DNDISTURB, sem perder a honestidade que lhe dá credibilidade.

Luz azul sem exageros

A luz azul é provavelmente um dos temas mais exagerados nesta categoria.

E como vendemos óculos com filtro, achamos que temos ainda mais responsabilidade em explicar aquilo que sabemos, aquilo que a evidência realmente suporta e aquilo que não faz sentido prometer.

Primeiro, o que é realmente a luz azul?

A luz azul faz parte da luz visível. Está presente todos os dias à nossa volta e, ao contrário do que muitas vezes parece nas redes sociais, o teu telemóvel está longe de ser a maior fonte.

É o sol.

Mesmo num dia nublado, estás exposto a muito mais luz azul no exterior do que através de várias horas em frente a um computador.

Por isso, a pergunta certa não é simplesmente:

“A luz azul faz mal?”

É:

“A que horas estamos expostos, durante quanto tempo e com que intensidade?”

E é aqui que as coisas começam a ficar interessantes.

À noite, a história muda

O nosso cérebro utiliza a luz como uma das principais formas de perceber que horas são.

Existem células na retina especialmente sensíveis à luz na zona azul do espetro. Quando recebem muita luz ao final do dia, enviam ao cérebro um sinal muito simples:

Ainda é dia.

Isso pode atrasar os processos naturais que ajudam o corpo a preparar se para dormir, incluindo a libertação de melatonina.

É por isso que reduzir luz intensa e exposição a ecrãs ao final do dia pode fazer sentido.

E é também por isso que diferentes lentes têm funções diferentes.

As lentes transparentes foram pensadas para acompanhar o teu dia sem alterar significativamente a perceção das cores. Já as lentes âmbar ou vermelhas oferecem uma filtragem mais intensa e fazem mais sentido nas horas que antecedem o sono.

Descobre qual a lente certa para cada momento.

E os danos nos olhos?

Aqui preferimos ser claros.

Atualmente, não existe evidência convincente de que a quantidade de luz azul emitida pelos ecrãs, em condições normais de utilização, esteja a danificar a tua retina.

Por isso, se alguém te disser que precisas de uns óculos para “salvar os olhos” da luz azul do computador, vale a pena desconfiar.

Também não existe evidência consistente de que filtrar luz azul, por si só, elimine a fadiga ocular causada pela utilização prolongada de ecrãs.

E isso leva nos à próxima pergunta.

Então porque é que os olhos ficam cansados?

Provavelmente porque passaste horas a olhar para algo que está praticamente sempre à mesma distância.

Quando estamos concentrados num ecrã, também tendemos a piscar menos. Isso pode deixar os olhos mais secos e desconfortáveis.

Depois há o brilho, o contraste e o ambiente.

Um ecrã muito luminoso numa divisão escura não é exatamente a receita ideal para passar quatro horas seguidas a trabalhar.

Ou seja, muitas vezes o problema não é apenas a luz azul.

É a forma como usamos os ecrãs.

O básico continua a funcionar

Há algumas coisas muito simples que podes fazer antes sequer de pensar em comprar alguma coisa.

A regra 20 20 20 é uma delas.

A cada 20 minutos, olha durante cerca de 20 segundos para algo que esteja aproximadamente a 6 metros de distância.

Também ajuda ajustar o brilho do ecrã ao ambiente, fazer pequenas pausas e, sim, lembrar te de piscar.

Nada disto é particularmente sexy.

Mas funciona melhor do que transformar uns óculos numa solução milagrosa.

Então onde entram os óculos DNDISTURB?

Como mais uma ferramenta dentro da rotina.

Durante o dia, podem acompanhar as horas que passas em frente aos ecrãs sem comprometer o teu estilo.

Ao final do dia, lentes com uma filtragem mais intensa podem fazer parte de uma estratégia para reduzir o estímulo luminoso nas horas que antecedem o sono.

Não substituem pausas.

Não substituem bons hábitos de sono.

E não prometemos que vão resolver todos os problemas causados por passares o dia inteiro em frente ao computador.

Foram criados para fazer sentido dentro de uma rotina melhor.

Porque para nós, dizer menos e cumprir mais vale muito mais do que prometer tudo.

Menos claims. Mais contexto. Melhor escolha.

Conteúdo meramente informativo e não substitui aconselhamento médico. Se tens desconforto visual persistente, alterações da visão ou outros sintomas, consulta um profissional de saúde.

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